Como se mesclar sendo músico de naipe - ou se destacar como um solista

Tocar em orquestra requer não somente a prática para saber as partes e tocá-las com técnica apropriada, mas requer também a atenção cuidadosa às nuances de seus companheiros músicos e do maestro a fim de fazer algo maior do que a soma das partes. Isso é igualmente verdadeiro para a execução de solos. Aqui estão algumas dicas para tocar em orquestra em ambas as situações.

 

Melhore sua execução orquestral, mesmo estando nas últimas estantes

 

Nós músicos geralmente somos treinados no repertório solo, aprendendo não apenas a técnica, mas também a interpretação, a projeção de som e um senso de dinamismo apropriado para o trabalho solo. Tocar num naipe pode parecer as vezes bem diferente desse treino.

 

Do fundo do naipe é comum sentir-se distanciado artisticamente, mais um operário do que um artista. Ainda assim, como um músico de naipe, os ensaios e as apresentações podem ser desafiadores e agradáveis. Mas você deve aprender a ouvir com atenção, tocar com precisão e se sentir mais envolvido no processo de fazer música. 

 

Aprenda a fazer várias coisas ao mesmo tempo

 

Sentar-se nos fundos requer uma concentração intensa, que deve ser focada em muitas direções diferentes. Os bons músicos de naipe aprendem suas partes tão bem que conseguem focar em outras coisas: seguir o maestro, os arcos, ouvir ao solo e ao restante das vozes. Tudo de uma só vez.

 

Siga o maestro

 

Verifique constantemente com o maestro para buscar quaisquer sutilezas de interpretação não indicadas na partitura. Cada gesto do maestro está sujeito a um certo nível de interpretação. Como um músico de naipe, aprenda a interpretar esses gestos físicos examinando a execução de seus chefes. Busque constantemente para incorporar os desejos do maestro como um grupo, e não como um indivíduo. Aprenda a não ofuscar sua própria energia musical, mas a canalizá-la por meio de seu naipe. Isso cria um som de naipe bem mesclado e permite que o músico de naipe se sinta artisticamente envolvido na interpretação geral.

 

Arcos coesos

 

Um som de corda coeso consiste principalmente em uma abordagem coesa do arco, portanto, os golpes e regiões de arco são absolutamente essenciais para uma boa execução orquestral. Quando se trata do arco, aqueles na parte de trás do naipe devem estar mais atentos mais do que os que estão à frente. Copiar as mudanças de arco é tanto uma forma de arte quanto uma habilidade. Nas melhores orquestras profissionais, os maestros não vão querer interromper o fluxo de ensaio por causa de uma arcada errada e, portanto, apenas as arcadas mais complicadas e específicas são repassadas verbalmente. Sente de forma que você consiga ver pelo menos uma parte do braço do arco da primeira estante e o maestro com o canto do olho (isso significa chegar ao ensaio um pouco mais cedo). Então, conforme o ensaio avança, fique atento a mudanças de arco em relação ao que você anotou em sua parte.

 

illustration of violinst projecting sound over an orchestra

Ilustração de Olivia Wise

 

Projetando acima da orquestra

 

Qualquer músico de cordas solando com uma orquestra deve projetar seu som de tal forma que seja audível o tempo todo, mesmo que esteja diante de uma orquestra cheia de instrumentos que são objetivamente mais altos do que instrumentos de cordas - as seções de sopros, metais e percussão. É completamente diferente da arte de tocar nos naipes orquestrais, onde os músicos devem combinar os sons, e se destacar da multidão é um grande erro.

 

Mas o que aconteceria se você tivesse a oferta do concerto da sua vida amanhã? Você estaria pronto para topar e tocar com o tipo de som que levaria a novos convites? Aqui estão algumas dicas sobre como projetar o som sobre a orquestra quando for sua hora de brilhar.

 

É tudo sobre o cavalete

 

Sabe aquela coisa que seus professores sempre falam sobre tocar mais perto do cavalete para projetar melhor o som? Eles estavam certos. A projeção realmente consiste em encontrar um equilíbrio entre um ponto de contato próximo ao cavalete, uma velocidade do arco lenta o suficiente para conseguir isso e a quantidade certa de pressão do peso do braço que lhe dará um som que contém uma base forte e ressonância de harmômicos.

 

Nunca toque com menos do que seu melhor som. Claro, seria incrível ter um Stradivarius, mas um grande artista soa muito bem em qualquer instrumento porque ele nunca toca com nada menos do que seu melhor som. Grandes músicos combinam as técnicas da mão esquerda com as melhores técnicas da mão direita, trazendo seu melhor som para tudo o que tocam, incluindo os fundamentos.

 

Os grandes espaços promovem grandes execuções

 

Se você pratica apenas em salas pequenas, pode pensar que seus gestos expressivos são grandes o suficiente, e é um choque saber pelas gravações que você não está fazendo a metade do que pensava. As pessoas que tocam todos os dias em grandes salas de concerto estão acostumadas a fazer o tipo de som que preenche grandes espaços, por isso sabem que os gestos precisam ser maiores para se projetar. Se quiser tocar como eles, deve fazer todo o possível para praticar regularmente em grandes espaços.

 

Considere o que você está fazendo quando estuda

 

Quer você saiba ou não, sua prática está sempre lhe ensinando algo. Se você estabelecer como objetivo da prática usar o som e os gestos intensificados na execução do concerto, mesmo que a orquestra seja apenas imaginária neste ponto, você será capaz de replicar o som no dia da apresentação.

 

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Artigo publicado originalmente aqui.